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terça-feira, 16 de novembro de 2010

O QUE É AUTISMO?

O QUE É AUTISMO?

O autismo é uma alteração cerebral, um transtorno que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afetando seu convivio social de forma global.
O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.
Existe também o TranstornoGlobal / Invasivo do Desenvolvimento ( TID/TGD) , que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade. Geralmente se refere a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preenche todos os critérios de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento e do processo de recepção da linguagem.
Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando , atingindo todas as etnias e classes sociais, em todo o mundo.
Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943 e um ano mais tarde, em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo.
HISTÓRIA - CONCEITO DO AUTISMO
 Leo Kanner ( Psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos. Nascido em 13 de junho de 1894, em Klekotow, Áustria e falecido em 4 de abril de 1981 ) em 1943 publicou a obra que associou seu nome ao autismo "Autistic disturbances of affective contact", - Distúrbios autísticos do contato afetivo , na revista Nervous Children, número 2, páginas 217-250. Nela estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas especiais, que tinham em comum "um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da rotina", denominando-as de "autistas".
Já existiram muitos questionamentos e hipóteses sobre origem do autismo e uma delas era de que os pais poderiam ser culpados pelo extremo isolamento da criança. Então 1969 durante a primeira assembléia da National Society for Autistic Children (hoje Autism Society of America - ASA) , Leo Kanner absolve publicamente os pais de serem a causa do desenvolvimento da síndrome autística em seus filhos. Ele continuou a ocupar-se de crianças com autismo por muito tempo, por isso voltou à sua primeira hipótese de que o autismo é um distúrbio inato do desenvolvimento.
Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children ( em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados à Comunicação) criado por Eric Schopler, professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre a equipe pedagógica e a família.
A partir de 1980 com a 3ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capítulo dedicado ao Transtorno Global do Desenvolvimento no qual o autismo passa a se inserir.
 
SINTOMAS COMUNS
Conforme - ASA ( Autism Society of American). A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando em intensidade de mais severo a mais brando.
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento; modos arredios
6. Gira objetos
7. Cheira ou lambe os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
 
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira )
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Não tem real noção do perigo
18. Habilidade motora irregular - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos


    COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
   (Segundo a ASA)

USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS
       
NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL AGE COMO SE FOSSE SURDO RESISTE AO APRENDIZADO NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS
   

   
RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS RESISTE AO CONTATO FÍSICO ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR
       
   
  ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO  



ALGUNS ESPECTROS DO AUTISMO
 Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro Autista , pois somam-se às características autísticas outras específicas de cada grupo de outros sintomas.
Transtorno Global do Desenvolvimento  
Autismo de Alto Funcionamento, Síndrome de Asperger, TID
CAUSAS DO AUTISMO
A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas quecompreendem alguns desses fatores:
  • Influência Genética
  • Vírus
  • Toxinas e poluição.
  • Transtornos Metabólicos
  • Deficiências Imunológicas/ Alergias
  • Infecções virais e grandes doses de antibióticos administradas nos primeiros 3 anos de vida.
SOBRE METAIS PESADOS - Uma das possíveis causas
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo, cádmio e o mercúrio já citados antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A ingestão, inalação ou absorção pela pele de metais pesados ou substâncias que contenham os mesmos, pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou a síndrome do Golfo.
Porém ainda que considerada apenas uma hipotése , ela não deixa de ter boas bases científicas e hoje os laboratórios farmacêuticos começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante, em parte devido à pressão da opinião pública.
Mesmo que esse seja o motivo para o autismo, não é o único. Existem diversas substâncias às quais estamos acostumados de certo modo e algumas nos são impostas no convívio social como tabaco, poluição (sobretudo os gases da descarga dos automóveis e fábricas) e álcool, notamos que estamos vivendo num mundo cada vez mais poluído e que pode agravar a frequência com que ocorre esses transtornos .
A Medicina Alternativa Complementar (CAM) pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alergias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, há diversos recursos terapêuticos disponíveis, como dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hérnia de Disco

HÉRNIA DE DISCO

herniae disco
A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.
Não existindo nenhuma alteração nos discos, como uma hérnia de disco, protusão ou abaulamento, não haverá compressão de raízes nervosas e não teremos dor nem parestesia (formigamento).6)hern
ia de disco
EXAME MOSTRANDO HÉRNIA DE DISCO COMPRIMINDO CANAL MEDULAR








Porém quando existe hérnia de disco, haverá compressão dos nervos locais. 7)hernia de disco
A compressão de alguns nervos, causada pela hérnia de disco, causará dor e outros sintomas

HERNIA DE DISCO FOTO
SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO, PROTUSÃO OU ABAULAMENTO
A compressão (pinçamento) que a hérnia de disco efetua sobre alguns nervos causa os sintomas:
Dor na coluna;hernia de disco e dor
Dor na coluna e perna (e/ou coxa);hernia de disco e dor nas pernas
Dor apenas na perna (e/ou coxa);hernia de disco e dor na coxa
Dor na coluna e braço;hernia de disco e dor na coluna
Dor apenas no braço;hernia de disco e dor no braço
Parestesia (formigamento) na coxa e perna, sem dor e etc.

Existe, também, a hérnia de disco assintomática (sem dor nem parestesia).9)hernia de disco

HÉRNIA DE DISCO EM L4, L5 E SACRO 

Cada sintoma é relacionado ao local da hérnia. Dependendo de qual nervo esteja pinçando, haverá determinado sintoma.11)hernia de disco
Nosso corpo é "mapeado" em dermátomos, que são áreas da pele inervadas por nervos com suas raizes na coluna vertebral. Cada dermátomo é originado em uma região específica da coluna.12)hernia de disco
Por exemplo, na Fig. 2 pode-se observar uma hérnia de disco entre as vértebras L4 e L5 causando dor ou formigamento na região do seu dermátomo, conforme visto na fig. 213)hernia de disco
A mesma Fig. 2 demonstra outra hérnia de disco entre a L5 e S1 causando os sintomas em outra região da perna.14)hernia de disco
Na Fig. 3 demonstro todos os dermátomos do nosso corpo, que podem ser afetados por hérnia de disco.15)hernia de disco
Dependendo da altura da coluna que está com pinçamento devido hérnia de disco, haverá dor ou formigamento em determinada região do corpo, conforme ilustrado na Fig. 316)hernia de disco
Exemplos de locais com hénia de disco:17)hernia de disco
Hérnia de disco na região S1 haverá sintomas na parte posterior da coxa e perna e nádegas.
Hérnia de disco na L1, causára dor na região lombar e até na virilha.
Hérnia de disco na C6, haverá dor ou formigamento tanto na região cervical (sensação de peso) como no braço do lado da hérnia de disco.
Hénia de disco na C2, haverá dor na nuca e poderá haver fortes dores de cabeça (chamada muitas vezes de enxaqueca).
É comum pacientes virem ao meu consultório sofrendo de enxaqueca durante muitos anos. Tentaram vários tratamentos e dietas, sem resultados.18)hernia de disco
Quando indico a possibilidade de ser pinçamento em algum nervo cervical o paciente não acredita, até o momento que sente alívio após início do tratamento, quando livra-se da causa do pinçamento do referido nervo (hérnia de disco ou pinçamento por osteófitos).
Outro sintoma comum é a dor no peito, (dor no coração,angina) irradiando para o braço.O paciente acredita estar com prblemas no coração. O que é descartado com exames solicitados por seu cardiologista. Isto ocorre devido compressão (hérnia de disco ou não) na região dorsal.2
0)hernia de disco
HÉRNIA DE DISCO, DERMÁTOMOS


O QUE CAUSA A HÉRNIA DE DISCO
HÉRNIA DE DISCO DEVIDO AO DESALINHAMENTO VERTEBRAL

HÉRNIA DE DISCO POR DESAJUSTES ANATÔMICOS

As causas da hérnia de disco são várias, mas geralmente ocorre por sobrecarga do esforço que o disco já sofre naturalmente.21)hernia
Ex. paciente que possua escoliose, e inicie um determinado esforço físico de forma inadequada, sem observar a devida ergonomia, poderá apresentar, após meses, uma protusão discal que caminhará para hérnia.22)hernia de disco
Os discos já sofrem diariamente esforço perpendicular, devido a força da gravidade na nossa postura ortostática. agora, some a isto o sobreesforço em um dos lados dos disco causado pela compressão de duas vértebras não paralelas entre si.
Vide Fig. 4.23hernia de disco
O disco é praticamente empurrado lateralmente no sentido oposto ao da compressão, causando uma protrusão e, posteriormente, hérnia do disco.24) hernia
ESCOLIOSE PODENDO CAUSAR HÉRNIA DE DISCO
POSTURA E HÉRNIA DE DISCO, PROTUSÃO OU ABAULAMENTO
Outra causa de hérnia de disco é a postural, pessoas que ficam muito sentadas de forma errada, desleixada.
Exercícios de forma errada, como o iniciante em musculação, que no desejo de criar músculos rapidamente exagera na carga, fazendo os exercícios sem orientação profissional.27A) hernia de disco
No dia a dia, carregar peso de forma inadequada também pode causar hérnia de disco, citarei como exemplo a dona de casa que exagera nas suas atividades domésticas, arrastando os móveis, carregando botijão de gás, sacola de feira, tudo de forma errada.28) hernia

HÉRNIA DE DISCO E STRESS

Outro desencadeador de hérnia de disco é o fator emocional.hernia de disco
O estresse pode causar contraturas em regiões da coluna, que, se persistirem durante muito tempo, podem comprimir perigosamente os discos.25) hernia de disco
O Dr. Wilhelm Reich (1896 -1957) já estudava este assunto que chamou de couraças. Em toda nossa coluna, existem músculos segurando as vértebras, uma sobre a outra. No stress constante haverá contrações destes músculos paravertebrais, causando compressões de discos, podendo causar hérnia de disco.26) hernia de disco
O tempo necessário para o paciente sentir alívio das suas dores, dependerá da gravidade.
 Em abaulamentos ou, mesmo, em protusão discal, o paciente pode sentir algum alívio já no início do tratamento, porém em um quadro com maior gravidade o alívio das dores será sentido apenas após várias sessões.30) hernia de disco
Quanto menor o tamanho da hérnia, menos as raizes dos nervos serão pinçados e menos sintomas a pessoa sentirá.hernia
A dor e formigamento diminuirão progressivamente conforme o tratamento resultar na diminuição gradativa no tamanho da hernia, abaulamento ou protusão.32) hernia de disco
Já na primeira sessão o paciente pode sentir alívio das dores, mas o tratamento total pode demorar alguns meses.3) hernia de disco


EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS PARA AJUDAR A PREVENIR HÉRNIA DE DISCO

Estes exercícios podem ajudar a evitar hérnia de disco, desde que, associados a cuidados de AVDs (Atividades de Vida Diária), posturas adequadas, evitar excesso de esforço físico e procurar sempre lazer para relaxar do estresse mental. Não são destinados a resolver, muito menos, curar uma hérnia de disco. Infelizmente não existe nada simples para se fazer em casa, para curar a hérnia de disco depois de instalada, apenas o tratamento adequado
Estes exercícios terapêuticos poderão aliviar alguma leve dor nas costas, desde que não haja hérnia de disco, nem osteófitos ou outro problema mais sério na coluna. Nestes casos é necessário tratamento e, somente depois que houver melhora, iniciar exercícios específicos.

Exercícios
  • Deite em uma superfície reta (colchão firme, colchonete ou mesmo cobertor no chão). Puxe, inicialmente, uma das pernas e segure por 20 segundos. Depois faça o mesmo com a outra perna. Por último puxe as 2 pernas juntas e segure pelo mesmo tempo.
Muito útil para alongar região posterior, relaxando a coluna lombar.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas


  • Faça um movimento para frente e para baixo. Desta forma, estende-se nas nádegas e um músculo chamado íleo-psoas. Este músculo é muito forte e puxa demasiadamente a coluna lombar. Quanto mais deixá-lo alongado melhor para evitar hérnia de disco e outros problemas na coluna vertebral.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas


  • Em uma cadeira, abaixe o peito e abrace os joelhos. Desta forma estará empurrando a pélvis e conseguindo alongamento da região posterior das costas e, conseqüente, alívio da compressão dos discos, podendo evitar hérnia discal, protusão ou abaulamento discal.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas

  • Sente-se no chão e com as mãos toque os dedos dos pés. Este exercício clássico é perfeito para alongar as costas e, em especial a região lombar. Descomprimindo os discos. Útil após trabalhar o dia todo sob estresse.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas

  • Muitas vezes, este exercício é útil para fortalecer os músculos das costas e facilitar o movimento correto da pelve e coluna vertebral. Na posição observada na fig. 5 expire e abaixe a região da cintura, fique alguns segundo. Inspire e eleve a cintura, ficando alguns segundos. Repita 10 vezes, sempre muito lentamente.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas
  • Deite em uma superfície reta (colchão firme, colchonete ou mesmo cobertor no chão). Puxe com a mão esquerda o seu joelho direito para o lado esquerdo, segure por 20 segundos. Depois inverta, ou seja, a mão direita puxará o joelho esquerdo para o lado direito. Útil para alongar toda musculatura posterior desde a lombar até a coxa. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento.
exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor nas costas

  • Force levemente a cabeça para um lado, fique por 20 segundos. Depois repita do outro lado por 20 segundos. Bom para alongar a cervical lateral, após tensão no final do dia. Lembrando que este exercício não é para curar hérnia de disco, protusão ou abaulamento.

exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor cervical

  • Forçar levemente a cabeça para o lado esq. com a mão esq. segurando por 20 segundos. Depois inverta o lado e segure por mais 20 segundos.
Não faça este exercício, em hipóte alguma, se estiver com hérnia de disco ou osteófito cervical.

 exercicios para prevenir hernia de disco, protusao ou abaulamento, evitando dor cervical

terça-feira, 9 de novembro de 2010

OSTEOPOROSE

A osteoporose trata-se de uma síndrome clínica onde a massa óssea de um determinado indivíduo é menor do que a esperada considerando a idade, a raça e o sexo do mesmo.
Portanto, caracteriza-se pela redução da massa ósseo deixando o osso poroso e frágil, onde a forma se mantém, porém a resistência é comprometida.
Com consequências, o indivíduo com osteoporose pode vir a sentir dores, não pela osteoporose em si, mas pela postura adotada, podendo gerar incapacidade de locomoção, imobilização e até o óbito.


Existe uma perda óssea fisiológica do indivíduo idoso, a osteopenia, que é a redução da masa óssea causada pelo envelhecimento. Já a osteoporose é a redução da massa ósse patológica do indivíduo comparada com a sua idade, sexo e raça.

O óssos mais acometidos na osteoporose são os ossos trabeculares, ou seja, óssos planos ou epífise dos óssos longos. No osso trabecular encontramos o maior número de células, osteoblastos e osteoclastos dentre outras, e é nele que ocorre o metabolismo do tecido ósseo. As trabéculas do osso trabecular são organizadas de forma desorganizada, portanto mais suceptíves a fraturas.

Existe um equilíbrio entre dois tipos de células que são importantes para a reorganização óssea;
-Osteoclastos: responsáves pela neoformação do tecido ósseo.
-Osteoclastos: responsáveis pela degradação óssea.
Uma vez comprometendo este equilibrio entre neoformação e degradação podemos estar diante de uma redução da densidade óssea.

As causas da osteoporose podem estar relacionadas a 3 diferentes níveis:
  1. Nível molecular: Colágeno
  2. Nível celular: Osteoblastos e osteoclastos
  3. Nível orgânico: Hormônio e sobrecarga.


Os hormônios envolvidos na regulação do Ca+ são:
  • Calcitonina: No momento em que os níveis sanquíneos de Ca+ estão altos este hormônio age reduzindo a ação dos osteoclastos, aumentando a excreção de Ca+ pelos rins e reduzindo a sua absorção intestinal.

  • Paratormônio: Quando os níveis séricos de Ca+ estão baixos ele age aumentando a ação dos osteoclastos, reduzindo a excreção de Ca+ nos rins e aumentando a sua absorção  pelo intestino.

A vitamina D age também permitindo a absorção de Ca+ no intestino, piorém se em excesso pode agir como o paratormônio estimulando os osteoclastos a degradar matriz óssea.

Hormônios sistêmicos:

+ Glicocorticoides - em excesso inibem a ação dos osteoblastos impedindo a neoformação óssea.

+ Insulina - A falta de insulina dificulta a sintetização da vitamina D, impedindo assim, a absorção de Ca+.

+ Hormônios sexuais - A redução do estrógeno, como acontece com a mulher na menopausa, reduz a ação dos osteoblastos e estimula a ação dos osteoclastos tendo como consequência redução da massa óssea.

+ Tiroxina - A produção excessiva de hormônio tireoideano induz a perda de massa óssea.

Fator local:

+ Prostaglandinas - As prostaglandinas, importantes mediadores inflamatórios, agem ativando os osteoclastos e promovendo degradação óssea.


Como evitar a osteoporose (PREVENÇÃO):
Para prevenir a osteoporose a atividade física e a alimentação podem ser a chave principal. Lembrando que, a atividade física, deve ser feita de forma a exercer descarga de peso, e na alimentação devemos lembrar que o leite apesar de ser rico em Ca+ não é a principal fonte, existem vários outros alimentos que contribuem para a melhora da taxa de cálcio no nosso corpo, ajudando assim na manutenção dos ossos.

Segue abaixo uma listagem com a quantidade de cálcio e de calorias dos principais alimentos que ajudam contra a osteoporose.



O leite apesar de ser fonte rica em Ca+, em sua digestão, produz muitos ácidos o que leva a excreção de maior parte do calcio presente no mesmo.


A perda de massa ósse em relação a idade e ao sexo


Classificação:
  1. Osteoporose primária
  • TIPO I:  Pós menopausa - Ocorre em mulheres pós menopausa devido a diminuição do hormonio estrógeno. Acometimento maior dos óssos trabeculares.
  • TIPO II: Senil - Ambos os sexos, acima de 70 anos. Perda de substância trabecular e cortical. Dificuldade de formação do osso novo. Tem como principal fratura a de femur.


    2.  Osteoporose secundária

Ocorre devido a patologias prévias como câncer, hipotiroidismo, diabetes etc.

Diagnóstico:
O diagnóstico é feito através da Densitometria mineral óssea (DMO) onde se compara com o T escore.
Da classificação da DMO temos:


Normal:  DMO = -1DP
Osteopenia: DMO entre -1 e -2,5 DP
Osteoporose Leve: DMO menor que -2,5 DP
Osteoporose grave: DMO menor que -2,5 + fraturas.

RX:
O raio X não dá o diagnóstico da osteoporose, porém, sugere a sua presença e pode ser importante para a indicação do paciente para a DMO.
Nele evidencia-se como sugestivo de osteoporose os seguintes sinais:
+ Maior nitidez do trabeculado vertical (sumiço das linhas horizontais e aparecimento das horizontais)
+ Risca de giz (redução da região trabecular da diáfese óssea).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dor nos Joelhos

Dor nos Joelhos
 
 
Quais as causas de dor nos joelhos?
 
Dor em joelho é extremamente freqüente. Há dezenas de causas. Algumas são muito comuns e fáceis de diagnosticar, mas há situações em que o esclarecimento do problema pode ser uma tarefa lenta e trabalhosa.
 


Há duas situações bem distintas em relação à problema dor no joelho.  Em uma, há um problema local, isto é, uma ou mais estruturas que compõem o joelho apresentam-se com algum tipo de defeito.
Este pode ser congênito (defeitos das rótulas) ou instalar-se posteriormente como, por exemplo, ruptura ou degeneração de meniscos. Essas são patologias ortopédicas e, geralmente, manejadas por ortopedistas. Reumatologistas podem intervir em fases iniciais ou quando não houver indicação cirúrgica. Na outra situação um ou ambos joelhos estão inchados.
 
 


Por que os joelhos incham?
 
Quando uma articulação está inchada, há artrite, que significa inflamação articular. Logo, o que precisamos saber é: por que o joelho está inflamado?
Mas o que é inflamação? É a mesma coisa que infecção? NÃO!
Inflamação é uma reação do organismo a uma agressão no sentido de eliminá-la. Como conseqüência, desenvolvem-se calor local, vermelhidão (eritema), inchume (edema) e dor.
Um corte ou uma laceração na pele provocam inflamação sem infecção e o resultado final, ao curar, é a cicatriz. Se em uma incisão cirúrgica aparecer pus, significa que cresceram bactérias, ou seja, infeccionou. Quando a doença inicial é a infecção, o mecanismo de defesa do organismo é a reação inflamatória. Nesse caso, a infecção leva a uma inflamação.
Na "Tabela 1", nos diagnósticos em que há o asterisco (*) só haverá edema em fases mais avançadas. Ou seja, os pacientes estão com joelhos "secos". Mais tarde, devido às lesões locais provocadas pelos variados estímulos inadequados inerentes a cada doença, desenvolve-se a reação inflamatória. Nesses casos, o edema articular costuma ser pequeno, contrastando com a dor e a limitação de função, que podem ser importantes.
A síndrome do coxim gorduroso é freqüente. Aparece preferentemente em mulheres obesas a partir da 5a década. Se houver edema, esse é localizado, ocorrendo geralmente tendinite ou bursite associada (tendinite ou bursite anserina).
Bursas são cavidades fechadas localizadas em íntima vizinhança com tendões e articulações. Podem inflamar secundariamente à inflamação dos tendões, por traumatismo ou como manifestação de alguma doença como a gota, quando depósitos de cristais de ácido úrico provocam a inflamação. Em geral, as bursites de joelho são facilmente percebidas. As bursas localizadas na frente ou abaixo das rótulas podem infectar a partir de infecção da pele vizinha.
As tendinites estão apresentadas em capítulo próprio. O mecanismo que se caracteriza por ser mais freqüente na produção da tendinite é o desgaste que ocorre devido ao uso continuado ou exagerado dos tendões. Há minúsculas rupturas das fibras que compõem os tendões, levando a reação inflamatória local e cicatrização. A repetição do evento pode levar a "rasgões" nos tendões com variadas repercussões clínicas.
Nos joelhos, mais freqüente vê-se a tendinite anserina. Localiza-se na parte interna da perna e leva este nome devido à forma anatômica dos tendões que aí se inserem, semelhante a uma pata de ganso.
É uma causa bastante encontrada de joelho seco doloroso (periartrite seca de joelho). Pode haver discreto edema localizado. Quando houver edema intenso, deve-se pensar em outras causas, tais como gota, artrite reumatóide e infecção.
As doenças assinaladas com (**) estão apresentadas em artigos, na seção de ortopedia desse site.
Sinovite vilo-nodular é rara. É uma doença em que há crescimento anormal benigno (não é câncer) da membrana sinovial. O diagnóstico é feito por meio de ressonância magnética ou biópsia.
Osteoartrite somente provoca edema articular em fase avançada. Leia mais sobre osteoartrite em artigo específico nesse site.

Causas
Na Tabela 2, a seguir, estão listadas as doenças que mais freqüentemente podem iniciar com artrite de um ou dos dois joelhos. Esses esclarecimentos , entretanto, servem como orientação inicial.
Consulte sempre seu médico! Somente um profissional especializado poderá lhe orientar com segurança!
Causas Não Traumáticas De Artrite De Joelhos
(a doença pode iniciar com artrite isolada de um joelho)

sábado, 6 de novembro de 2010

AVALIAÇÃO PARALISIA CEREBRAL

Classificação Anatômica



Classificação Clínica




GMFCS - Sistema de Classificação da Função Motora Grossa 


Escala Modificada de Ashworth

 
A Escala Modificada de Ashworth é a escala mais amplamente utilizada na avaliação da espasticidade. Sua aceitação deve-se a sua confiabilidade e reprodutibilidade interobservador.

 A movimentação passiva da extremidade é realizada avaliando o momento da amplitude articular em que surge a resistência ao movimento. É uma escala ordinal que varia de 0 a 4, descrita abaixo:

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 nenhum aumento no tônus muscular;

  Leve aumento do tônus muscular, manifestado por uma tensão momentânea ou por resistência mínima, no final da amplitude de movimento articular (ADM), quando a região é movida em flexão ou extensão;

1+   Leve aumento do tônus muscular, manifestado por tensão abrupta, seguida de resistência mínima em menos da metade da ADM restante;

2  Aumento mais marcante do tônus muscular, durante a maior parte da ADM, mas a região é movida facilmente;

3   Considerável aumento do tônus muscular, o movimento passivo é difícil;

4   Parte afetada rígida em flexão ou extensão.




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